Em SP, preço da mandioca agrada e a produção tem venda garantida

Os produtores de mandioca do centro-oeste de São Paulo estão otimistas com o início da safra. O preço tem sido bom e a raiz tem venda garantida para a indústria.

Todos os dias caminhões lotados de mandioca chegam em uma indústria de fécula, em Arco Íris, na região de Tupã. A mandioca fresquinha vem direto da lavoura.

Na fecularia, ela passa por muitas máquinas, primeiro a lavagem e depois o triturador, peneiras que extraem o amido e separam a massa. São mais de 700 mil quilos de fécula produzidos por mês, distribuídos para várias cidades do Brasil.

Em plena safra da mandioca, a indústria trabalha em escala dobrada para aproveitar e produzir ainda mais neste período. “Os produtores daqui criaram uma certa parceria com a indústria para adquirir a matéria-prima deles, que produzem já em escala industrial", diz José Sérgio Calicchio, gerente administrativo da fecularia.

E se na indústria o trabalho é intenso, na lavoura também é. O sol começa a se por, mas em uma plantação de mandioca, em Tupã, a colheita continua até o fim do dia. É sempre assim em início de safra.

No ano passado, mais de 100 mil toneladas de mandioca saíram de lá, 30% a mais que em 2012. Luciano Coltre começou a plantar há sete anos. No ano passado, ele colheu quase 2 mil toneladas de mandioca e esse ano espera aumentar os lucros.

A alta produtividade da mandioca na região de Tupã aconteceu porque o clima contribuiu muito durante o período de desenvolvimento da planta. Entre o ano passado e o início desse ano é possível perceber o resultado pelo tamanho da planta. Quando o clima não ajuda, ela cresce menos de um metro, mas nesta lavoura, a raiz está bem viçosa e passa dos dois metros. Daqui há 15 dias, quando a mandioca for colhida, ela vai ter bem mais concentração de amido.

Edson Schiavon é produtor de mandioca há mais de 15 anos. Ele tem 160 hectares de terra plantada e está sorrindo a toa porque mesmo com o sobe e desce dos preços, a atividade tem sido muito lucrativa.

"Está compensando em função da gente obter uma produtividade maior. Nós saímos de uma produtividade de 40 toneladas por alqueire e esse aumento de produção fez com que a gente continue ganhando dinheiro mesmo com os preços menores", conta.

Na região centro-oeste de São Paulo, a tonelada da mandioca está sendo vendida por R$ 250. panerai replica watches

Fonte: Globo.com | 09/06/2014