09/02/2015 12h11 Agricultores bloqueiam a PR-323 em protesto no noroeste do Paraná

Produtores pedem que Governo Federal reajuste preço da mandioca.
Grupo de 380 agricultores bloqueou trânsito nesta segunda-feira (9).

Luciane CordeiroDo G1 PR

 

Descrição: Produtores de mandioca protestaram pela manhã na PR-323 (Foto: Reprodução RPC  Noroeste)

Produtores de mandioca protestaram pela manhã na
PR-323 (Foto: Reprodução RPC Noroeste)

Produtores rurais da região noroeste do Paraná protestaram nesta segunda-feira (9) contra a falta de medidas do Governo Federal para reajustar o preço mínimo de venda da mandioca. Além disso, os agricultores também reivindicaram contra a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que, entre outras coisas, obriga o emplacamento de máquinas agrícolas, e se mostraram contrários ao aumento do diesel. O protesto foi concentrado no trecho da PR-323 emUmuarama, no noroeste do Paraná.

Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), das 8h às 12h, 380 produtores, de 38 cidades da região, participaram do protesto. Tratores e caminhões fecharam totalmente a rodovia e liberavam o trânsito de veículos a cada 10 minutos.

O produtor de mandioca Francisco Androvicis, de Maria Helena, também no noroeste do estado, reclama que o valor mínimo de venda da raiz não paga os custos da produção. “Atualmente vendemos a grama da mandioca a R$ 0,32, mas o nosso custo é de R$ 0,45 por grama. O Governo Federal não quer reajustar esse valor para um preço justo. Nós [agricultores] somos prejudicados em todas as formas”, argumenta.

Os agricultores ainda pedem que a resolução que obriga o emplacamento de máquinas agrícolas e o pagamento do IPVA seja cancelada. “As estradas rurais não são asfaltadas, então porque temos que pagar IPVA, qual vai ser o benefício além de termos que pagar mais impostos”, justifica Androvicis. “O preço do litro do diesel também é um absurdo. Um erro na administração Federal compromete todos os brasileiros”, pontua o produtor.

Para a Associação Brasileira de Produtores de Amido de Mandioca (Abam), o setor passa por dificuldade porque no último ano há mais oferta do que demanda do produto. Ainda segundo a Abam, em 2012 e 2013, a região nordeste do Brasil quase não produziu a raiz devido a estiagem e precisou comprar farinha e fécula de mandioca de empresas da região sul do país.

Com os preços nas alturas e com previsões climáticas que diziam que a seca persistiria durante todo o ano de 2014, os agricultores plantaram mais pés da raiz esperando que teriam o mesmo retorno financeiro. Porém, ainda conforme a Abam, as previsões não se confirmaram e a produção de mandioca no nordeste foi normalizada. Com isso, os preços de venda da mandioca caíram quase 57%.

"O produtor se animou e plantou mais áreas da cultura esperando um retorno financeiro tão bom quanto em 2013. Mas, a união de informações e previsões erradas culminaram com a situação que vivemos este ano. Muita oferta para pouca procura", explica o presidente da Abam, João Eduardo Pasquini.

Para enxugar o produto brasileiro e elevar os preços,iwc fake watch as indústrias e produtores já planejam exportar a fécula de mandioca para os Estados Unidos e alguns países da África. "Essa é uma das medidas que estamos propondo para elevar os preços. Porém, para isso dar certo precisamos vencer a concorrência com a Tailândia, principal exportadora do produto", explica o presidente da Abam.

http://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2015/02/agricultores-bloqueiam-pr-323-em-protesto-no-noroeste-do-parana.html

Fonte: G1 | 09/02/2015