Exportação é ouro. A frase repetida por diversas vezes chamou a atenção dos participantes do Road Show Conexões Globais 2026, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em Paranavaí na manhã desta sexta-feira (27). O principal objetivo: incentivar a inserção dos produtores de derivados da raiz de mandioca no mercado internacional.
O evento contou com a parceria da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam) e do Sindicato das Indústrias de Mandioca do Paraná (Simp).
Os palestrantes apresentaram uma série de ferramentas da Fiep disponíveis para as indústrias – todas criadas para impulsionar o crescimento do setor por meio de parcerias. Conforme explicaram, internacionalizar a produção não se resume a exportar, mas também criar conexões e conhecer tendências de outros países.
A competitividade resulta da combinação de conhecimento, estratégia e ação. Significa olhar o mercado, traçar planos e metas e colocá-los em prática. Ações bem definidas abrem caminhos para investimentos internacionais.
Uma das possibilidades destacadas durante o evento foi o estreitamento das relações comerciais com a Índia, país mais populoso do mundo, com 1,47 bilhão de habitantes, o que representa 17,7% da população mundial, superando a China, que soma 1,41 bilhão de pessoas.
A Índia é a quinta maior economia do planeta desde 2023, quando superou o Reino Unido. As projeções indicam que o país fechará 2026 na quarta posição, ultrapassando o Japão, e até 2030 estará entre as três maiores potências, à frente da Alemanha.
O governo brasileiro tem apostado nas relações comerciais com a Índia, o que abre espaço para as empresas paranaenses ganharem projeção no país asiático. Considerando as especificidades dos derivados de mandioca, especialmente amido e fécula, é possível alcançar setores como a indústria têxtil, alimentos e bioplástico.




